Redação em resposta ao tema "pobreza e desigualdade social" da minha matéria de redação e organização do pensamento... pode parecer utópica, idealista e socialista demais e realmente o é, mas espero sinceramente que algum dia esta singela proposta seja viável.
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Existem muitos pobres, extremamente pobres e poucos ricos, extremamente ricos. Assim como as virtudes que buscamos são o equilíbrio entre dois vícios: a paciência entre a ansiedade e a apatia, a coragem entre a covardia e a temeridade, o amor entre o ódio e a idolatria, sabemos que não atingiremos este tão sonhado ideal que subsiste entre a miséria e o luxo enquanto existirem desigualdades entre os homens.
Estudos sobre a distribuição de renda no Brasil dizem que 46,9% da renda nacional concentra-se nos 10% da população mais rica e apenas 0,7% desta mesma renda é distribuída entre os 10% mais pobres. A redistribuição de apenas 5% da renda da população rica seria o suficiente para tirar mais de 26 milhões de pessoas da linha de pobreza. Uma matemática bem simples, uma solução aparentemente tão fácil e ainda assim continuamos sofrendo este vergonhoso quadro de descaso social.
A verdade é que não adianta simplesmente sabermos o que está errado. Não adianta apenas olharmos para as crianças cadavéricas da África ou para as famílias desnutridas do sertão nordestino e sentirmos compaixão. Também não adianta colocarmos a culpa no capitalismo ou cobrarmos atitudes dos governantes. Existem determinados tipos de problemas que só se solucionam com a vontade e a colaboração de todos.
Cada um de nós é parte responsável da atual desigualdade social em que vivemos. Os ricos por acumularem demais, muito mais do que necessitam para si próprios. Os pobres, por buscarem melhorar apenas a sua situação particular e, ao conseguir melhorá-la, não procurar ajudar a outros. O ser humano prejudica a si mesmo quando toma atitudes mesquinhas, egoístas e individualistas.
O princípio básico para se fazer um mundo mais justo, com menos pobreza e desigualdade, é desenvolver nos homens a consciência de que sempre que esbanjamos algo estamos tirando o mínimo de alguém. O luxo de poucos sobrevive às custas do lixo imposto a muitos. Aprender a partilhar é uma necessidade urgente para que todos possam gozar de uma vida mais satisfatória e digna.
